É verdade, fomos á Turquia participar numa prova de BTT-XCO de classe C1. O David Rosa preparou-se para esta prova e, inserida no plano da Selecção Nacional para 2012, lá fomos para a Turquia. Levei a minha cara-metade, a Ana Rita Vigário que assim fez a sua estreia com as cores da LA Alumínios/Antarte.
Esta prova teve alguns aspectos fora do normal, diria mesmo, completamente invulgares. A começar pela data de realização, dia 01 de Janeiro. Sim, é verdade, no primeiro dia do ano (festa de passagem de ano nem vê-la). A prova disputou-se em Alanya, mais conhecida pela Riviera Turca, junto ao mediterrâneo. Pois se esperavamos tempo ameno saíram-nos completamente furadas as expectativas: chuva, mais chuva e... ainda mais chuva. E frio! Até doía. O David terminou a prova praticamente em estado de hipotermia. Tive que o meter imediatamente dentro da carrinha e ligar a chauffage de forma a aquecê-lo. Ele nem os sapatos conseguiu tirar sem ajuda! Mas voltando á prova, de classe C1 da UCI, mais uma agradável surpresa: a inscrição custava 100€ e só para atletas estrangeiros. De nada valeram as reclamações nossas, dos suíços e austríacos, etc. Ou pagas ou não corres e ponto final. Lá pagamos. O secretariado da prova ficava no centro de Alanya. Deveria abrir ás 15h00, acabou por abrir ás 16h00. O local da prova ficava a cerca de 30 minutos de carro. Não haviam quaisquer indicações para o local da prova nem para o secretariado. Aparato é coisa que não vimos, parecia uma prova do regional. O seleccionador turco fez com que o corredor iraniano da principal equipa turca não corresse apesar de estar na prova por forma a não tirar pontos aos turcos. A corredora turca corrreu com um acompanhante toda a prova ao melhor estilo das maratonas em Portugal (já podemos dizer que exportamos ideias avançadas no âmbito da competição). O David foi colocado no final da Start List e sem ranking UCI (de facto, um Campeão Nacional sem pontos UCI deve ser vulgaríssimo na Turquia, ainda por cima o David que tinha já conquistado um 3º e um 2º lugares em provas nesse país em 2011. Nada mafiosos estes turcos, uma simpatia. Balneários nem vê-los, banhos só da chuva. Para finalizar, os prémios monetários eram reduzidos em relação a Portugal (a Turquia pertence á Europa 2 e os prémios têm uma redução de 40%), os troféus foram (e não estou a brincar) uma medalha de pôr ao peito e um cacho de bananas!
Ah, anti-doping... nem sombras nem qualquer referência sequer.
Esta prova foi uma C1, mas parecia um regionalzeco qualquer numa aldeola qualquer. Cada vez mais verificamos que o nível organizativo das nossas provas é excelente e dos melhores da Europa. E com toda a certeza não tratamos os nossos visitantes assim. Ainda para mais a Ana Rita trouxe de presente uma gastroentrite que a impediu de treinar durante uma semana. Um sonho de prova!
Bem, o importante é que no final trouxemos um 3º lugar do David (30 pts) e um 5º da Ana Rita (20 pts). Bem bom, digo eu!
E podem ter a certeza, se pudermos, voltamos lá outra vez para estragar a festa aos turcos.
Bom ano para todos!
Só faltavam as barbatanas!
A Rita em grande estilo enfrentou as condições adversas com um sorriso...de sofrimento! Sempre dura maiquinha!
O pódio Elite Men (faltam as bananas)
Ao fim de três dias de muita chuva lá veio o sol. E desta forma vimos pela primeira vez a praia que ficava a 20m do hotel!
O comissário UCI, um senhor holandês muito simpático aqui com as nossas vedetas.
Os sintomas da gastroentrite ainda não se faziam sentir. Aproveitar para passear na 2ª feira após a prova!
E pela primeira vez na vida assisti a uma dança do ventre. Gostei!
Slash lançou um álbum a solo este ano. Deixo aqui um exemplo de um tema, originalmente cantado por Ian Astbury (The Cult), neste clip interpretado por Miles kennedy. Muito bom!
Acho que estas fotos estão simplesmente espectaculares. Não resisti a colocá-las aqui. Para espicaçar a malta!
Todas as fotos são da prova disputada em O Rosal no dia 13 de Novembro a contar para o regional da Galiza.
A equipa Santa Cruz / Bicicastro é um cliente habitual e desde há vários anos destas provas na Galiza. Para além de bem organizadas, são um óptimo pretexto para a preparação invernal dos corredores.
CICLO-CROSS A.C. PORTO 2010/2011
É já no próximo dia 05 de Dezembro que daremos o arranque oficial no renascer das provas de Ciclo-Cross em Portugal e em particular na Associação de Ciclismo do Porto.
O Parque da Cidade de Lordelo é o palco escolhido para esta prova que tem como organizador local a equipa Candibyke/Monte Mozinho/Metal Trigueira.
O CicloCross é uma vertente do ciclismo de competição que foi criado por ciclistas europeus de estrada, disputa-se durante os períodos de Outono e Inverno. Apesar de muito antiga (o primeiro Campeonato do Mundo disputou-se em 1950), esta vertente tem uma fortíssima dinâmica competitiva na Europa Central que tem contagiado também o continente americano. As provas duram aproximadamente uma hora, disputam-se em percursos técnicos de terra, lama, areia e estrada, com colinas acentuadas, em circuitos de 2,5 a 3,5 km, com obstáculos naturais e artificiais que obrigam o ciclista a desmontar da bicicleta e a correr carregando-a. O Ciclo-Cross é uma verdadeira escola de ciclismo já que exige qualidades técnicas e físicas apuradas.
Muito praticada em Portugal até inícios da década de 90, praticamente desapareceu nos dias de hoje, sendo ainda assim praticada por alguns corredores que se deslocam á Galiza todos os anos para usufruírem desta vertente como elemento essencial da sua preparação invernal. Na época passada, Celestino Pinho, profissional da equipa do Loulé, sagrou-se vencedor do Troféu Galego de Ciclo-Cross, prova indesmentível do interesse que esta vertente desperta nos portugueses.
Vertente espectacular, uma prova rápida, exigente quer técnica quer fisicamente, com obstáculos dificílimos, naturais ou artificiais colocados propositadamente para o efeito, é um sucesso em toda a Europa em especial nos países centrais.
Os países com ciclismo evoluído, desenvolvem um trabalho global de ciclismo, abarcando todas as vertentes com igual empenho. Neste sentido, cumpre a A.C. Porto a sua função de desenvolver o ciclismo regional ao promover, em conjunto com o Clube de BTT Monte Mozinho, as primeiras provas desta vertente em Portugal. 
Ainda esta época, será também disputado o Campeonato Nacional de Ciclo-Cross no dia 16 de Janeiro de 2011. A FPC já integrou esta vertente no plano de actividades para 2011, estando já previstas para a época 2011/2012 a Taça de Portugal de Ciclo-Cross com quatro provas, e também o Campeonato Nacional que se disputará a 15 de Janeiro de 2012. No fundo, isto significa que este impulso originado pela A.C. Porto teve já reflexos junto da FPC e que as perspectivas em termos de futuro é que este arranque não será uma realização isolada estando já assegurada uma continuidade nesta vertente.
Seguem algumas hiperligações para visualização destas provas, em especial para aqueles que não conhecem esta vertente.
http://www.youtube.com/watch?v=He5tCsO7A
http://www.youtube.com/watch?v=wrNdaJx6I
http://www.youtube.com/watch?v=oekD4wPob
No sentido de promover a vertente e a sua prática, a ACPorto resolveu criar a categoria Open CX destinada essencialmente a atletas não federados com um regulamento especial que segue em anexo.
O programa das provas será o seguinte:
|
Domingo |
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08h00 |
Abertura do secretariado |
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09h00 |
Encerramento da confirmação das inscrições |
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09h45 |
Chamada para corrida C1 |
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10h00 |
Corrida C1 |
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10h50 |
Chamada para corrida C2 |
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11h00 |
Corrida C2 |
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12h00 |
Chamada para corrida C3 |
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12h15 |
Corrida C3 |
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13h30 |
Entrega de Prémios |
Corrida 1 – Cadetes Masculinos, Femininas
Corrida 2 – Masters 30, 40 e 50, Open CX
Corrida 3 – Juniores Masculinos e Elites Masculinos.
Toda a informação relativa ao Ciclo-Cross da A.C. Porto em www.acporto.org e em www.candibyke.com
Esperamos por todos vós no dia 05 de Dezembro!
Agora que estão completados praticamente dois anos desde a eleição da actual direcção da Associação de Ciclismo do Porto (ACP) e nos encontramos exactamente a meio do mandato (e de saída, obviamente), parece-me pertinente fazer uma análise, se bem que simples, do exercício desta direcção.
Não foi nada fácil cumprir estas duas épocas, foi de facto, uma tarefa bem complicada. Problemas dentro da própria direcção, directores com conduta imprópria que conduziram a dificuldades financeiras e institucionais, afectando seriamente a relação da direcção da ACP com diversas entidades desde a Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC), o IDP, os Clubes, Atletas e Comissários entre outros. Pessoalmente, apaguei muitos fogos. Conseguiu-se, assim que destituídos quem não interessava ao bom funcionamento da ACP, voltar á normalidade, normalidade esta que já não existia há muitos anos. O certo é que esta acalmia também não durou muito. As dificuldades foram-se mantendo ao longo deste tempo, seja por abandono de uns directores, seja por desaparecimento do presidente (Wally, onde estás?), seja por dificuldades criadas por outros directores, seja por falta de directores, seja por insatisfação dos clubes, às vezes com razão, muitas vezes sem razões que não as mais mesquinhas, fruto quer de má informação quer de pouca formação.
No rescaldo destes dois anos há alguns factos indesmentíveis:
- Em 2008 a ACP tinha 25 clubes filiados
- Hoje a ACP tem 53 clubes filiados
- Em 2008 a ACP tinha cerca de 520 atletas filiados
- Hoje a ACP tem perto de 1200 atletas filiados
- Em 2008 a ACP foi responsável por cerca de 25 eventos de ciclismo
- Hoje a ACP é responsável por mais de 80 eventos de ciclismo
- Em 2008 a ACP ocupava a 4ª posição no ranking das associações da FPC
- Hoje a ACP ocupa a 2ª posição a escassos pontos da ACMinho que é líder, e que tem a vantagem de absorver também todo o cicloturismo da área, ao invés da ACP que tem por perto, na mesma cidade, uma muito forte Associação de Cicloturismo do Norte com 1200 filiados também e que faz um excelente trabalho na área do lazer.
Estes números são um orgulho para aqueles que, mesmo com todas as dificuldades, puseram sempre os interesses da ACP e dos seus associados acima de tudo, não viraram a cara á luta ou abandonaram a direcção e tudo fizeram para o bom desenvolvimento da modalidade no nosso distrito. Garante deste crescimento foram, sem dúvida, os clubes, em particular aqueles que organizam provas ao longo do ano, sempre com bastante esforço mas também sempre com muita vontade, dignidade e qualidade e também aqueles grupos, em especial de BTT, que se organizaram, formaram clubes e equipas e se filiaram na associação saindo do anonimato e tornando-se oficialmente membros do mundo ciclismo.
Foram criadas e/ou melhoradas e reclassificadas as seguintes competições:
- Taça Regional de Estrada – Escolas, Cadetes, Juniores e Femininas
- Taça Regional de BTT XCO – Todos os escalões a partir de Cadetes
- Troféu Escolas de BTT XCO
- Taça Regional de Maratonas
- Campeonatos Regionais de Estrada e BTT XCO
- Down-Hill (duas provas)
- Provas de Ciclo-Cross
Foram apoiadas as oficializações de algumas dezenas de eventos de lazer ou provas abertas quer em estrada quer em BTT.
Foi criado um site que, apesar de algumas hesitações iniciais, traz prestígio e qualidade á ACP com toda a informação necessária.
Aumentamos o nº de provas nacionais realizadas sob a égide da ACP.
Foram realizados, promovidos e apoiados eventos na área da formação, com destinatários diversos desde os mais jovens, federados e não federados, até aos adultos.
Não é fácil mexer com as realidades que alguns julgavam adquiridas e centrar a nossa actividade no desenvolvimento da ACP e do seu ciclismo. Tinham que existir resistências e ainda as há. Continuam a existir “Velhos do Restelo” habituados a fazer da ACP o que lhes apetecia consoante os seus interesses. Continuaram até hoje a minar as relações dentro da ACP e a promover a discórdia mesmo sabendo que estão por vezes a defender o indefensável, que estão a tentar promover a incompetência desde que tal vá ao encontro dos interesses mesquinhos de cada um. Com a actual direcção, o tempo em que determinado clube “mandava” nos destinos da associação sobrepondo a sua vontade á vontade de todos os outros já lá vai.
Trouxemos alguma igualdade no tratamento das vertentes no seio da ACP. Longe vai o tempo em que, com muita tristeza nossa, víamos os corredores de estrada a receberem um envelope com dinheiro na cerimónia de entrega de prémios (algo contrário aos regulamentos da FPC), e os de BTT, para além de não terem direito ao mesmo, tinham ainda que mendigar uma distinção para os cinco primeiros classificados tal como a estrada tinha e tem. Isto teve os seus custos, é claro.
É inquestionável que todo este crescimento da ACP se deve quase em exclusivo ao crescimento da modalidade BTT dentro da associação. Longe vão os tempos de existirem unicamente três ou quatro provas de XCO por ano com qualidade longe da actual, provas que se realizavam pela obrigação de as fazer ou pura e simplesmente sob o argumento muitas vezes utilizado “porque o Minho também faz”. Só uma direcção verdadeiramente incompetente e incapaz de perceber o desenvolvimento do ciclismo, poderia voltar costas a este fenómeno que, ainda assim, acaba por trazer mais cedo ou mais tarde mais pessoas para a vertente de estrada e benefícios para a associação em si. O aproveitamento deste boom do BTT é que fez com que passássemos do 4º para o 2º lugar no ranking das associações e com isto, defender mais e melhor o interesse dos nossos associados incluindo os da vertente de estrada. Tal já devia ter vindo a ser feito há vários anos atrás. Hoje, a ACP elege 7 delegados para a Assembleia Geral da FPC, impensável na situação de há 3 ou 4 anos atrás. Quem beneficiou com esta nova posição da ACP dentro da estrutura do ciclismo? O BTT? Não, beneficiou toda a modalidade ciclismo dentro da associação que agora tem mais poder de decisão na estrutura, desenvolvimento e planificação do ciclismo do que tinha há dois anos atrás. Também subiu nos escalões de apoios provenientes da FPC estando agora no escalão mais alto.
O facto de uma vertente crescer não significa, de forma alguma, que se está contra qualquer outra. Significa que foi feito um bom trabalho nesta vertente, pura e simplesmente. Existem ainda outras vertentes que, principalmente por falta de estruturas, em particular locais para a sua prática, estão por desenvolver na ACP: Down-Hill, Pista, BMX, Ciclo-cross e Trial por exemplo. Se no Ciclo-cross já há perspectivas de arrancarem ainda em 2010 provas nesta vertente, e já realizamos provas de DH esta época, em relação às outras ainda não estão reunidas as condições para a organização de provas no nosso distrito.
Se o crescimento da estrada não acompanhou o do BTT, tal não se deve a falta de empenho nem da direcção da ACP nem dos clubes de estrada. Tem a ver com a conjuntura económica actual, tem também a ver com o facto de hoje existirem mais praticantes de BTT do que de estrada a nível mundial, e Portugal acompanha este fenómeno. Hoje a maioria dos filiados na FPC são ligados essencialmente á vertente BTT. O facto de o ciclismo de estrada ser centenário, perfeitamente estruturado e já mais consolidado faz com que a sua expansão seja agora mais lenta. Também o facto de a organização de provas de estrada ser mais dispendiosa em particular no que diz respeito ao policiamento, para o qual vão a maioria das verbas. Relembro que, só para a prova de Juniores disputada numa manhã com uma etapa de cerca de 90km denominada “Prémio Cerâmica Valadares”, o custo do policiamento ascende aos quatro mil euros! Ainda assim, e apesar de faltarem á ACP elementos de qualidade na área da estrada, o número de provas desta vertente aumentou também, merecendo maior destaque a criação dos títulos de Campeão Regional com atribuição da respectiva camisola em provas especialmente realizadas para o efeito, com o alto patrocínio da ACP.
A ACP é a associação do país com maior potencial. Apesar de todas estas dificuldades, não parou de crescer ao longo dos últimos dois anos, fugindo da estagnação total a que estava votada pelas anteriores direcções. Está ainda muito por ser explorado e não existe outra associação com melhores condições para continuar a crescer do que a ACP.
Há muito a melhorar:
Muito disto já foi feito, é preciso manter a rota do desenvolvimento da ACP.
Com as eleições dos delegados á assembleia-geral da FPC, foi mais do que notório o clima de defesa dos interesses instalados, a falta de interesse em defender a força desta associação, o interesse de pessoas de responsabilidade na orgânica da ACP a procurarem incentivar a orientação dos votos nuns e a não votarem noutros, procurando que a vertente de BTT não saísse representada pelos delegados eleitos pela ACP e defendendo claramente o ciclismo de estrada. Não foi sequer promovida, por quem tinha obrigação de o fazer dentro da ACP, uma reunião com os clubes informando-os do significado destas eleições e das alterações que estas produziriam na orgânica do ciclismo. Felizmente não o conseguiram, o grupo que se uniu nessa tentativa saiu defraudado e conseguiu-se eleger, quer pelos delegados da ACP, quer noutros sectores da organização do ciclismo, gente do BTT. No entanto, as atitudes de cada um ficam com quem as praticam e será doravante registada a sua acção. Para concluir, não é, com certeza absoluta, colocando de fora os melhores elementos que vamos melhorar ou evoluir.
A partir de agora, as associações vão-se limitar a ser pouco mais do que agentes de filiação de clubes e atletas e organizadores de provas. Com o novo enquadramento legal e a eleição dos delegados á Assembleia Geral da UVP/FPC, as associações perdem alguma da força que tinham mesmo não perdendo o direito a participar activamente na definição de políticas de desenvolvimento da modalidade ou na defesa dos seus filiados. Agora fica uma questão no ar: quem irá aplicar estas políticas, quem poderá ter um conhecimento tão vasto e profundo do ciclismo em todas as suas vertentes e aspectos que lhe permita tal acção? Quem o poderá compreender? A ver vamos. Os clubes de BTT alhearam-se um pouco desta matéria. Como sempre. Espero bem que amanhã não se arrependam e não venham com queixas de que não estão bem representados junto da UVP/FPC. Com o seu habitual “deixa andar”, os clubes de BTT, a maioria dos filiados quer na FPC quer em particular na ACP, não estarão representados na proporção correspondente á realidade actual. Agora já é tarde, o certo é que agora entregamos muita da responsabilidade em gerir o futuro da modalidade em pessoas que transpiram ódio pelo BTT. Inexplicavelmente.
Os projectos Ciclo-cross, Campeonatos Regionais de Rampa em Estrada e BTT, Campeonatos Regionais de Contra-Relógio Individual e por equipas e Open de Escolas de BTT com abertura á população jovem em geral, poderão ficar sem efeito nos próximos tempos. Será um retrocesso na evolução programada para a ACP pelos elementos restantes desta direcção. Pelo menos, por aqueles que verdadeiramente se interessam pela modalidade e nunca viram a ACP como uma oportunidade de se orientarem na vida de qualquer forma mas encararam este desafio com o espírito de missão. Ficando a meio, não se pode dizer que a missão foi totalmente cumprida, mas pode-se dizer que, até hoje, tudo se desenrolou no sentido de, no final do mandato, todos os projectos terem sido realizados.
No futuro, quem se seguir na liderança desta associação, a melhor do país, não poderá nunca esquecer e incentivar o desenvolvimento da vertente de BTT sob pena de voltarmos atrás no tempo, ao tempo em que, pelo ranking da altura, a ACP elegeria somente 4 delegados ou menos. Terá a responsabilidade de fazer, no mínimo, igual: nº de clubes filiados, nº de atletas, nº de eventos nacionais e regionais, manutenção no topo do ranking das associações, evoluir no alargamento das vertentes praticadas. Se não o conseguir, será naturalmente um fracasso. E se calhar os principais responsáveis por esse possível fracasso, sempre os mesmos, estarão novamente na linha de ataque, pouco interessará qual a direcção em exercício. Esquecendo completamente qual a sua missão no ciclismo amador e de formação. Como sempre até aqui.
Mesmo estando de fora, acompanharei sempre de perto e com especial atenção a vida desta associação, á qual estou ligado há 27 anos. Finalmente, espero que, para bem da modalidade no nosso distrito, e de uma vez por todas, esta associação acerte o seu rumo na direcção do futuro, sem nada nem ninguém que a atrapalhe, na direcção de líder nacional do ciclismo que é o seu lugar e que bem merece.
Á nova direcção, seja ela qual for, desejo desde já as melhores felicidades e muito sucesso
Da reunião realizada na UVP-FPC de dia 11 de Novembro último, chegou-nos mais uma informação relativa á performance da ACP: em 2010 a ACPorto FOI A ASSOCIAÇÃO REGIONAL QUE MAIS CRESCEU - 18,5% EM RELAÇÃO A 2009. Mantém ainda a segunda posição no ranking das associações regionais de ciclismo.
Números que refletem cada vez mais o trabalho desenvolvido por esta (reduzida) direcção actual.
Dois anos e duas épocas depois, alguns numeros elucidativos:
- Em 2008 a ACP tinha 25 clubes filiados
- Hoje a ACP tem 53 clubes filiados
- Em 2008 a ACP tinha cerca de 520 atletas filiados
- Hoje a ACP tem perto de 1200 atletas filiados
- Em 2008 a ACP foi responsável por cerca de 25 eventos de ciclismo
- Hoje a ACP é responsável por mais de 80 eventos de ciclismo
- Em 2008 a ACP ocupava a 4ª posição no ranking das associações da FPC
- Hoje a ACP ocupa a 2ª posição a escassos pontos da ACMinho que é líder, e que tem a vantagem de absorver também todo o cicloturismo da área, ao invés da ACP que tem por perto, na mesma cidade, uma muito forte Associação de Cicloturismo do Norte com 1200 filiados também.
Há muito mais para dizer. Aguardem.
ÃPois é! A Ritinha sagrou-se Campeã Nacional de Cross-Country em Julho último. Foi um título merecido, sem dúvida!
Ás vezes a persistência acaba sendo premiada. Neste caso, a Rita obteve um mais do que merecido prémio de carreira por tudo aquilo que tem feito pela modalidade, por todo o empenho que lhe dedica, pelos sacrifícios passados, porque é o título que lhe faltava. Quanto a mim, assenta-lhe como uma luva.
O BTT é para duros, é "para homens de barba rija ou mulheres de cabelo encaracolado" como diz o povo. A Rita é dura, viu a oportunidade e aproveitou-a.
Há vários anos que a Rita dedica grande parte da sua vida ao ciclismo quer como atleta, quer como patrocinadora, impulsionadora, dirigente e formadora.
Parabéns filhótinha, mereceste!!!
O Mundial de Pista disputado em Sangalhos, Anadia tem de tudo:
- Tem homem
- Tem mulher
- Tem novo
- Tem velho
- Tem magro
- Tem gordo
- Tem forte
- Tem fraco
- Tem bonito
- Tem feio
- Tem branco
- Tem preto
- Tem rápido
- Tem lento
- Tem careca
- Tem cabeludo
Tem TUDO!!!
É essencialmente um grande espectáculo desportivo, em particular de ciclismo. A não perder!
Velocidade, técnica, táctica, força, potência, sangue, suor e lágrimas, enfim... Todos os condimentos de um grande espectáculo desportivo estão lá.
Acho que estiveram em grande plano. Esta música recomenda-se em especial para este verão. Haja alegria!!!
Nuno e Fábia Cardoso - Não Demores (Quero-te Aquecer) - FC 2009
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